Campanha da ONU denuncia machismo usando buscas do Google

mordaças e sugestões de busca dão o tom de campanha da ONU

A internet é um território livre? Talvez tanto para o bem, quanto para o mal. Em sua nova campanha, a ONU Women denuncia o quanto estamos longe de conquistar a igualdade entre gêneros ao usar sugestões de pesquisa reais do Google. Como todos sabem, essas sugestões são feitas depois que os próprios usuários incluem o termo no sistema – ou seja: são as próprias pessoas expressando, livremente, seus preconceitos.

A campanha traz frases absurdas encontradas no sistema, como “woman cannot drive” (mulheres não conseguem dirigir), “women cannot be trusted” (não se pode confiar em mulheres), “women shoudn’t have rights” (mulheres não deveriam ter direitos), “women need to be put in their place” (mulheres precisam ser colocadas em seus lugares), “women need to be controlled” (mulheres precisam ser controladas), “women shouldn’t work” (mulheres não deveriam trabalhar), “women shouldn’t vote” (mulheres não deveriam votar) e “women should be slaves” (mulheres deveriam ser escravas).

Apesar de muita gente digitar absurdos em campos de busca, as mensagens extremamente negativas serviram de alerta e motivaram a campanha. Estes resultados foram encontrados no dia 9 de março de 2013 e cada anúncio traz, afinal, uma mensagem positiva para as mulheres: mulheres devem ser vistas como iguais.

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Veja os cartazes da campanha:

“Women cannot accept the way things are”: mulheres não podem aceitar as coisas como são

“Women shouldn’t suufer from discrimination anymore”: mulheres não deveriam mais sofrer discriminação

“Womenshould have the right to make their own decisions”: mulheres deveriam ter o direito de tomar suas próprias decisões

“Women need to be seen as equal”: mulheres precisam ser vistas como iguais

Fonte: site oficial da ONU

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Comentários

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  1. É impressionante que ainda temos que tocar nesses assuntos.
    Não sei na verdade o que sinto quando vejo que precisamos ter esse tipo de campanha sendo feita… é uma mistura de derrota com vamos lá lutar por mais essa!
    Penso tbm, quem foi o imbecil que pesquisou sobre isso na internet? Será que senta ao meu lado no trabalho? É meu “amigo (a)”? É meu parente?