Vogue embarca na onda 3D

3d é modinha?

O efeito 3D realmente está dominando o mundo e todas as mídias possíveis. Depois de ser considerado a salvação do cinema e virar adicional nas televisões hipermodernas, as revistas parecem também estar abraçando a “tecnologia”.

Depois da “Playboy” gringa, a brasileira deu seu primeiro passo com um pôster na edição de Cléo Pires e agora anda junto a outras revistas gringas, uma vez que o ensaio completo da paraguaia Riquelme promete pular das páginas.

Não sei muito bem o porquê, mas o universo “sexy” parece adorar mesmo a novidade, já que os chineses estão produzindo o primeiro pornô em terceira dimensão para Imax e, incrivelmente, até editoriais de moda estão dando este tom para suas primeiras experimentações.

O primeiro ensaio de moda que precisa de óculos para ser devidamente apreciado foi de Baldovino Barani em fevereiro e tem um quê moderninho, porém agora a “Vogue Itália” de setembro traz uma sensualizante Miranda Kerr saltando do papel.

As fotos, apesar de assinadas por Steven Meisel, são muito mais sensuais do que qualquer outra coisa:

Podem chamar o ensaio de conceitual, mas para mim isto é puramente sensual. E ainda estou para entender se a grande revolução do 3D não é tornar o 5 contra um cada vez mais interessante.

Em todo caso, a visão de um rapaz de óculos de papel mandando ver no banheiro é hilariante – assim como essa capa, zuuuper conceitual para ser sensual:

oi?

“Toy Story”: Que bela fase!

… Porque só assim para resumir o que eu senti ontem à noite, assistindo “Toy Story 3”.
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Lançado em 1995, “Toy Story” foi o primeiro longa-metragem da Pixar e é também considerado o primeiro longa-metragem em animação digital da história.  Sua trama traz o dilema do brinquedo “antigo” versus brinquedo “moderno”, estilizado na figura de Woody e Buzz Lightyear. Marcou época.

Eu tinha apenas 7 anos, vi o filme no cinema e um pouco depois meu primo, na época com um aninho, ganhou o VHS (!) – e eu ia até a casa dele só para assistir de novo e de novo:

Quatro anos depois, veio “Toy Story 2”. Lembro-me que também vi no cinema, e desta vez levamos meu primo junto, já que era a sequência do filme que ele tinha em casa e adorava. Na época eu estava naquela fase chatinha de pré-adolescente  e lembro que não dei o devido valor ao filme, mas nunca me esqueço das cenas dentro da loja de brinquedos:

Ontem, mais uma vez me emocionei com o trabalho da produtora e posso dizer que “Toy Story” marcou época – e também a minha vida. Foi através destes filmes que me encantei com animação e com a trama simples, cheia de significado por trás. Além disso, posso dizer que foi a Pixar que me apresentou ao formato do curta-metragem, já que sempre que eu ia ao cinema tinha um “filminho legal” antes de começar a história para valer.
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Em “Toy Story 3”, Andy está indo para a faculdade e finalmente tem de dar um destino aos seus brinquedos: lixo, sótão ou doação? A decisão atinge a todos, inclusive à mãe, que  acaba confundindo sótão com lixo e começa toda a confusão, fazendo os bonecos se unirem não só para tentar voltar para seu dono, mas também para que se sintam vivos e sejam “brincados” uma última vez por Andy.

O final é totalmente emocionante e faz derramar lágrimas e, bem, Barbie e Ken são uma atração à parte e dão alívio cômico para esta história claramente direcionada às crianças que cresceram.


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Rever “Toy Story” e assistir “Toy Story 3” diz muito sobre a própria história da Disney e sobre a atual revolução do 3D. Percebemos o quanto a animação melhorou desde o primeiro filme, mas o quanto isso não significa nada para que um excelente enredo chegue às telonas.

Em todo caso, para encerrar de vez  a briga da boa história com a alta tecnologia, o terceiro filme estrelado por Andy, Buzz e Woody é introduzido por “Dia & Noite”, curta que metaforiza a questão usando dois personagens antagônicos que carregam em si animações 2D e 3D e que, quando menos esperam, descobrem que se completam totalmente.

Veja um preview (e assista no cinema em 3D para ter a experiência completa!):
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Parabéns, Pixar! 8)

ps: para quem gostou do superhiper metrossexual Ken, a Pixar fez outros vários mini clipes com o personagem. É genial! Dá para ver no canal DisneyPixar no Youtube.

ps2: se quiser ter ideia do quanto estes danados evoluíram, recomendo os DVDs com curta-metragens deles. Muito bons!

Porque eu não gostei de “Alice”.

Alice, Alice. Conheci a história pelo desenho da Disney numa noite de Natal de alguns vários anos atrás. Não sei porque, mas o SBT estava passando o filme no dia 24 de dezembro, e eu achei inclusive um pouco sombrio para a data, afinal é ou não é Alice uma das poucas personagens que se mete em enrascadas sendo uma criança? Quer dizer, a princesa já é grandinha e sabe se virar, a Alice era tipo eu, e ver isso na noite de Natal mexeu comigo, tanto que me lembro muito bem da ocasião.

Depois de um tempo, revi o filme, topei com a história em N situações, mas só fui ler “No país das Maravilhas” na faculdade. Foi o primeiro livro que peguei na biblioteca, até porque pensei que se lesse algo que já sabia que iria gostar, eu certamente voltaria lá muitas vezes e seria feliz sem comprar livros, só alugando-os (mentira, continuo preferindo comprar meus livros). Gosto de rabiscar neles, de mexer e de tomar café do lado sem medo de tomar multa na hora de devolver.

Dois anos depois, fui ler “Através do Espelho”. Alice mais velha, desta vez, vai para outro mundo e entra para uma partida de xadrez praticamente mortal. Li, estudei e reli e reli, pois agora tratava-se da minha peça de formatura no teatro, uma adaptação da obra. Meu papel foi bastante insignificante porque troquei de turma no meio do semestre e peguei o trem andando. Para falar bem a verdade, eu só queria terminar o curso e catar logo meu DRT (o numerozinho que te certifica como profissional e abre as portas da esperança, sabe?).

Pois bem. Era “Alice” e eu estudei com o maior prazer. Pouco tempo depois, veio a notícia que Tim Burton faria o filme. Fiquei eletrizada, sedenta por qualquer migalha de informação, pois sentia que ia ser genial. Com o tempo, foi saindo a escalação do elenco, a notícia de que seria uma adaptação, a notícia de que seria, na verdade, uma terceira história com a junção dos dois universos da obra de Lewis Carroll e os primeiros teasers e vídeos e trailers.

Criei expectativa, afinal, como não criar? Não sei se tratam-se de livros da minha lista dos favoritos, mas certamente são obras que mexeram e muito comigo. Alice te põe pra pensar, e aí que semana passada, tempão depois do filme estrear, eu finalmente fui ao cinema e tomei uma facada no peito. Ou melhor, no cérebro.

Meus olhos estavam muito bem acomodados com um show de direção de arte, mas minha cabeça queria pensar, queria ver mais, entender mais, queria que Alice saltasse mais rápido que o gato de Chesire e que ela estivesse diferente, sim: amadurecida.

Prestes a se casar, era de se esperar que a rapariga fosse um pouco mais espirituosa, já que isso que a garantiu como “escolhida” entre os habitantes de Wonderland. Mas, ao contrário, a personagem passa o filme todo apática, sem energia, e mesmo a grande batalha a qual se propõe parece ser vencida por um mero acaso.

Sem spoilers,  mas com spoilers, é claro que o final é feliz. O filme todo trata-se de uma profecia auto-cumprida apresentada pelos próprios habitantes malucos do submundo “das maravilhas”, e nesse caso pensar que Alice venceu e agiu por um simples acaso torna-a um pouco perdedora, por assim dizer, e um tanto enfraquecida em relação a sua versão infantil.

Todos nós perdemos um pouco da coragem que há em uma criança ao longo da vida, mas não é o caso. E não espere que os momentos decisivos durem mais de 5 segundos. Decisões são tomadas rapidamente e o que importa é a “batalha”.

Enfim, Tim Burton nos brinda com belos figurinos, belos efeitos visuais e até novos personagens bastante imaginativos, mas parece ter esquecido das pausas e silêncios importantes de “Edward Mãos de Tesoura”, por exemplo.  O filme ficaria mais “difícil”? Ficaria. Mas até onde eu saiba, a versão infantil é a da Disney, e não a de 2010.

Talvez o nome do diretor, a parceria com Depp e a presença de Anne Hathaway, que está ótima, aliás!, tenha causado a impressão de que algo denso pudesse surgir em meio a tanta magia, mas vejo que não.

Será que óculos de terceira dimensão não combinam com profundidade  no roteiro? Quem sabe. Isso assusta um pouco se considerarmos o sucesso que “Alice no País das Maravilhas” está tendo e o milagre de bilheteria que foi “Avatar”, mas por sorte o próprio Tim Burton declarou que não acredita que o 3D revolucionará o cinema, mas  sim que trata-se apenas de “mais um suporte”. Espero. Esperemos.

Para quem gosta da obra e ainda não foi ver, vá logo de uma vez, e não precisa nem mesmo ser no 3D. Simplesmente assista e tenha a sensação de querer voltar para casa e abrir os livros.

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ps: para quem também não curtiu todo esse hype, vale a pena ver essa sátira do processo criativo de Burton feita pelo College Humour:
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Abaixo-assinado pelo amanteigamento dos cinemas.

mensagem subliminar.
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Hoje é sexta-feira, hoje estreiam vários filmes, como “Chico Xavier”, “Atraídos pelo Crime”, “Os EUA x John Lennon“, “Os Famosos e os Duendes da Morte”, “Surpresa em Dobro”, “Pecados da Carne”, “Sede de Sangue”, e deve ter pelo menos mais uns três em cartaz que, pessoalmente, gostaria de ver.

Um arco íris na sua mão!


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Sim, isso mesmo:  é só folhear o livro “Rainbow” de Masashi Kawamura que um arco íris 3D surge em suas mãos, a partir de uma escala de cores impressa em um fundo preto.

Por enquanto, o livro não é vendido na Amazon, mas dá para comprar a publicação japonesa na Heeza, loja online da França que vende cartoons e outros flipbooks legais. Não calculei o valor do frete, mas essa pequena fofura custa 11.50 €.