Cásper Líbero: 4 anos, os saldos, as saudades.

romeus e julietas

durante gravação em maio no Ibirapuera

Faltando quase um mês para a entrega de meu TCC, resolvi por na balança o que a faculdade me trouxe. Não estou falando de conhecimento,  nem de contatos,  muito menos de aulas chatas e minutos mal dormidos em cadeiras de um braço só desconfortáveis e bambas.

Avenida 9 de Julho – Imagens da Semana

Como a reforma do meu apartamento tornou a vida um pouquinho odiável, não deu para inovar muito nas imagens. Por favor, considerem que esta pessoa que vos escreve ficou sem quarto de um dia para o outro e inclusive sem banheiro. Logo, não é de se estranhar que meu computador (e boa parte das minhas coisas) estejam encaixotadas e empilhadas num outro quarto. Essa fase da reforma já vai terminar, já que estamos pintando e trocando o piso, mas o quarto novo só fica pronto no comecinho de setembro. Portanto, tenho que conter a ansiedade! 8)

De qualquer forma, semana passada foi o aniversário de um dos melhores amigos que a Internet me deu: Gustavo Jreige. Além dele estudar na mesma faculdade que eu e termos amigos em comum, ele foi a primeira pessoa que conheci pelo twitter e levei pra vida real. O querido acabou de se mudar para São Paulo em definitivo e aproveitou para convidar os amigos para conhecerem o “apê” e depois seguir para uma festinha.

Como meus cabos estão espalhados em algum lugar do passado neste momento, a melhor opção de foto virou meu celular, que posso descarregar via bluetooth para o notebook. Portanto, as “imagens da semana” vão ser basicamente a vista incrível que ele tem da janela dele:
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Sorria, eles estão te seguindo.

twitter: birds in a tree.

Twitter é um muro das lamentações com atualizações múltiplas a cada f5, dependendo da quantidade de pessoas que você segue. Mesmo que existam poucos passarinhos twittando no seu galho, certamente você já reparou o fator “ninguém me ama, ninguém me quer” que rola ali. E não adianta reclamar: uma hora será sua vez de grafitar o desabafo ali também.

Sobre amor e copos meio vazios

“Se você ama alguma coisa, deixe-a livre. Se voltar, é sua. Se não voltar, nunca foi.”

Durante muito tempo eu achei que essa frase era mais um ditadinho popular bonito que caiu no gosto da galera. Hoje resolvi dar um google e acabei descobrindo o nome da autora: Sarah Mengel. Descobri o nome e só. Encontrei outros textos dela, mas nada sobre ela. Nada que diga como ela conseguiu formular essas três frases de forma tão pura e simples, sem objeção nem sofrimento.

Tá sumida, hein?

Esse é o tipo de comentário que mais odeio. Sério. Principalmente quando vem de alguém da internet e, hello, eu passo boa parte do meu dia online. E, ok, depois do orkut, você só tem o luxo de sumir quando morrer e algum familiar seu conseguir tirar o perfil do ar. Enquanto isso, estaremos bem aqui, ninguém some, não.

O que irrita mais, na verdade, é a hipocrisia do comentário. Se eu fiz tanta falta assim, por que não procurou? Se eu não fiz falta, então também não reclame. Já pensou que eu posso ter dado um perdido proposital? E veja só: meu perdido nem é tão eficiente, já que, ainda assim, continuo no orkut, no msn, só não estou puxando papo com você, lindinho.

Eu não sei explicar bem o porquê, mas esse é o comentário que me deixa mais puta da vida no mundo. Diga que eu engordei, é melhor. Juro. Ou que eu emagreci, se quiser puxar meu saco. Comente do meu novo corte de cabelo e como faz tempo que não nos vemos, sei lá, mas, pelamordedeus, não diga que eu sumi. Não, eu não sumi.

Sobre amar sem recompensas.

*imagem: Dapino-Colada

Nunca me esqueço o quanto era fácil me apaixonar. Era incrível, aos 11-12, exatamente aos 11, eu tinha uma paixão por mês. E chorava em casa e inclusive tinha uma música romântica (da novela das oito) pra dedicar a cada um dos menininhos eleitos. Apesar de muito bonito, é claro que nunca deu certo, nem namorei de mãozinhas dados com nenhum deles nessa idade. Eu já estava na fase do patinho feio e tinha crises diárias com o meu cabelo (não existia quase nenhum produto decente pra cabelos cacheados, juro! E minha habilidade com o secador era zero).