E o girl power? Será que eu sou louca?

Justin Bieber.

Vamos pensar nessas manias teen. Justin Bieber, Restart, Cine, Luan Santana, Fiuk, colíros da Capricho e sabe-se lá quem vem na próxima semana. Na minha época tinha Backstreet Boys, ‘N Sync e 5ive e a  gente estava contente. Também teve o Twister, que no fim foi uma leve brisa, mas nem coceguinha fez. Bom, nunca fui maníaca por nenhum, então não conseguia gritar ou soltar a franga quando um mero clipe passava na televisão.

Tive amigas dessas que choravam pra comemorar o Nick loirinho no primeiro lugar do Disk e eu achava uma grande babaquice já naquela época. Quer dizer, por que raios dar bola pro Nick se o importante mesmo era saber se Spice Girls iam terminar mesmo? Poxa, isso sim ia mudar o mundo! Seria o fim do girl power – e, pelo visto, foi o fim do girl power.

Outras bandas adolescentes lideraradas por meninas surgiram, Lady Gaga vem provando toda sua força, mas nada que atinja de fato a mente de pequenas pimpolhas saindo das fraldas e entrando nos absorventes.

a família Restart que não desiste nunca encontra seus ídolos

Conheci os meninos do Restart e o Luan Santana por conta do trabalho e juro que não entendo. Restart tem a questão da música não ser aquelas coisas, mas vou te dizer que ao menos eles são muito, muito simpáticos. São honestos, estão ali tentando pra valer. Já Luan Santana, não. Para bem atendê-lo, creio que seria preciso de duas salas grandes, uma para ele, outra para seu ego, já que com apenas dois anos de carreira ele se refere a si mesmo em terceira pessoa.

E o Justin Bieber, então? O bebezinho é fofo, mas tenho um pouco de dó das garotas vendo tanto potencial sexual no astro que canta “Baby, baby” num clipe em que se esforça para protagonizar cenas de sedução com uma garotinha – sem sucesso. Aliás, com tão pouca idade, será que o Justinzinho estava afim de toda essa atenção voltada para sua masculinidade? E, enfim, será que ele também estava afim de ser questionado sobre ela em entrevistas com a mamãe do lado?

Esse certamente não é o caso dos meninos-colírios. Federico Devito, Dudu Surita e Caíque Nogueira viraram sensação sem prometerem ser talentosos, sem vender a imagem de artistas – e se agora eles se tornarem, pouco importa. Tornou-se uma demanda do público que os levou ao topo.

Vejo tudo isso e ainda estou para entender qual é a desse público, dessas meninas que se dedicam a votar nesses clipes, que choram quando a banda aparece na televisão, que vibram com cada twitada do seu ídolo, que adotam o sobrenome do líder da banda como se fosse seu. Quer dizer, hoje dá pra ver tudo no Youtube eternamente, será que elas se emocionam a cada vez que dão o play? Será que elas reúnem as amigas em frente ao computador para cantarem juntas de olhos marejados? …

Por que, hein? Me respondam. Quanto ao Fiuk, até entendo um pouquinho o porquê do hype. Este sim faz mais o tipo homem de verdade, sedutor, músico, o cara mais bonito da banda da escola, carinha de cafajeste e etc., tudo isso embalado com um papel de presente que já embrulhou muitas gerações, a “Malhação”.

Só que ainda prefiro o girl power. Sou muito mais a identificação positiva, de mulher para mulher Marisa, do que essa paixão platônica que serve unicamente para as meninas criarem príncipes encantados mentais que não estão por aí na banda da escola. E, bom, o Fiuk nem é tudo isso, vai? Ou é? … Sou louca?

De cabeça pra baixo é mais gostoso.

Desde que entrei na faculdade, já sabia muito bem que estava ingressando numa área difícil. Eu simplesmente sabia. Ou, por um acaso, você já viu muitos diretores jovens arrasando na Globo ou em qualquer outro canal? O fato é que eu resolvi confiar no meu taco e deixar pra lá as intrigas da oposição, pois sempre acreditei que o mais importante é fazer o que se gosta. Aliás, Rádio e TV  foi o menor dos males. Minhas segundas opções de faculdade eram artes cênicas ou música e, people, vamos combinar: geralmente só rendem o suficiente para pagar as contas (e quando rendem). Sem contar que são áreas em que você pode se profissionalizar de outras formas, que foi o que fiz para me formar atriz.

Voltando ao assunto, entrei na faculdade feliz e contente. Tudo o que eu queria era estagiar. Era toda uma sede de trabalhar logo pra fazer contatos, pra finalmente experimentar tudo na prática, pra todo o resto e mais um pouco. Antes de começarem as aulas do meu 3º semestre, já estava eu trabalhando na Capricho, o emprego dos sonhos de muitas meninas e, realmente, foi incrível trabalhar lá. Tive uma experiência com produção absurda e aprendi sobre moda de um jeito que nem uma pilha de Vogues de todos os continentes poderia me ensinar. Aí eu saí. Saí porque eu sempre quis televisão, saí porque foi a hora de ver a vida por trás das câmeras.

Playtv. Não era o sonho, né? Meu “estágio dos sonhos” quando entrei na faculdade era a boa e velha MTV, mas era uma experiência totalmente nova: roteirista. Escrevia um programa diário sobre cinema, falava sobre quadrinhos e games (é, podem pasmar, meus caros) e mandava a família ver meu nome nos créditos no final dos programas.

Eu adorava escrever sobre cinema (acho que vocês percebem, né?) e escreveria muito mais, uma pena que os roteiros eram curtos. Aliás, eu tinha o maior orgulho besta do meu trabalho, porque eu sempre sabia todas  as sinopses de filmes e datas de estréia de cabeça, além de poder pegar dvd’s de graça no acervo da TV.  Mas, tinha a parte dos games. A parte dos games dava no saco. Sério. Principalmente porque de games novos eu só manjo Guitar Hero (manjo e manjo bem, tá? Sou melhor que meu primo aborrescente que passa o dia na guitarrinha). Resumo da ópera: eu já estava considerando ir pra outro lugar. Voltar para a boa e velha produção enlouquecida, ou quem sabe produção de arte, apresentar, locutar ou mesmo continuar escrevendo,  mas em outros ares. Bem, eis que numa bela segunda-feira monótoma, quando eu matutava sobre as estréias da semana, tcharam! A emissora encerra as transmissões em São Paulo.

Apesar das relações entre empresas de telecomunicações no Brasil não serem absolutamente nada transparentes e muito menos éticas, fazer o que?, let’s keep on (não, não vou dar detalhes), o fim das transmissões foi totalmente inesperado. Em segundos começou o clima de “que cabeça vai rolar hoje?” e fomos seguindo assim até o final da semana. A minha cabeça rolou na sexta-feira. Saí de lá meio sem saber se ria (porque já queria sair do emprego) ou se chorava. Meu mundo virou de cabeça pra baixo. Afinal, tá bom… Eu queria sair, mas queria ter outra coisa na manga, é lógico! Entrei no ônibus pra casa me sentindo uma inútil. Lembrei-me dos comentários ridiculamente infelizes dos meus “colegas” do ensino médio: “vai fazer Rádio e tv? Vai passar fome!” ou “Putz, isso não ajuda ninguém” ou “Que coisa mais INÚTIL!”.

Bem, o inútil realmente não me afetava, porque mal sabem eles o quanto o maldito “Corujão” ajuda quem passa as noites sozinho, ou quanto a porcaria do “Zorra Total” alegra o sábado à noite de quem está numa cama de hospital. Quanto à importância, eu não quero nem entrar em detalhes: sempre me pareceu muito óbvio e ululante que eles estavam absurdamente errados. O fato é que eu pensava “tá, se eu fizesse qualquer outro cursinho meia-boca tradicional, eu já teria outro estágio na porta amanhã”. Dissipadas as nuvens negras, pensei que seria bom, já que fazia mais de um ano e meio que eu trabalhava direto junto com a faculdade, sem férias nem intervalos.

Chego em casa naquele misto de “não chora” com “pense pelo lado positivo” e com o tédio à espreita, faço o de sempre: ligo o computador. Ligo o computador e de lá começam a brotar oportunidades. Brotar, assim… No mesmo dia. Em uma semana, fiz uma entrevista e recebi mais duas propostas extras. Seguiu-se um freelancer de dois meses, com responsabilidade alta, muito stress e mais uma área nova para eu experimentar: edição. Aprendi horrores, fiz a grana, botei no portfolio e voltei pra casa orgulhosa, sem me preocupar com o que faria profissionalmente amanhã. Em menos de uma semana, outra proposta e mais trabalho (que eu contarei aqui em breve). E tudo lindo. Tudo tão lindo a ponto de eu ter que recusar trabalho, pois já estou com o tempo devidamente ocupado.

Nessas horas eu lembro que meu horóscopo previu um ano para ganhar dinheiro e evoluir profissionalmente. E não é que a previsão bateu? Sorte ou não, o que eu quero dizer é que nem sempre as coisas são tão ruins como parecem. Tudo é tão imprevisível que o ruim de hoje torna-se excelente amanhã e só nos resta ousar e tentar ficar de peito aberto para todas as possibilidades. Não importa se é no campo profissional ou na vida amorosa, o jeito é se soltar e virar de ponta cabeça junto com a vida. Uma hora o looping acaba, você solta os cintos e curte a sensação boa das pernas bambas. :)

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Apesar do post ser um desabafo (que na época da demissão eu preferi omitir), eu escrevi tudo isso para convidá-los a conhecer a última novidade da Rexona: o novo Rexona roll-on, de cabeça para baixo! Sim, sim.

Pequeno, cheiroso, bom de carregar na bolsa e, melhor ainda, sem desperdício de líquido preso no fundinho da embalagem (isso é realmente chato!). Entrando no site, você ainda concorre a um kit da rexona se responder criativamente “Quando sua vida ficou melhor de cabeça pra baixo?”. Moleza, não? Eu já ganhei um kit da rexona e recomendo! Só para dar mais inspiração, vejam aqui o comercial da campanha:

…Porque tem coisas que ficam melhor de cabeça para baixo. Inclusive os nossos peitos. Adorei a piada, srs. publicitários! 8)

PS: Este post é um publieditorial. Mas não é que ficou bom? :)

Deixe o mundo mais pink!

“Deixe o  mundo mais pink” é a nova campanha da Capricho para as meninas tomarem uma atitude mais positiva diante da vida, mais alegre, mais leve, muito mais pink! Junto com a campanha, a revista acaba de mudar seu design, com novas fontes, mais cores e o fim daquelas frutinhas pentelhas na capa. Aliás, as frutas apareceram a primeira vez enquanto eu ainda trabalhava por lá. Eu saí em novembro do ano passado e elas persistiram até a edição passada, bem chato! Mas, enfim, não é disso exatamente que eu vou falar, e quem quiser saber mais sobre a campanha e o novo design da revista, pode ler no blog da Lia.

O que eu vou falar mesmo… Bom, eu vou falar mesmo é sobre os vídeos incríveis das celebridades que estão no site da campanha! Eu vou ter que falar porque, tipo assim… Quem dublou as celebridades é muito foda. De boa, paguei um pau. Que voz, que interpretação, que timing! 8)

Tá, pessoas! Eu confesso! :D
Este foi o meu primeiro job como dubladora e quem entrar no site vai ver Fernanda Pineda dublando Britney Spears, Madonna, Pink, Alessandra Ambrósio e Ashley Tisdale! E, claro, ainda vai dar boas risadas com os textos hilários escritos pelo meu querido ex-chefe, Phelipe Cruz, que foi no programa da Marimoon e teve a audácia linda de dizer que Felipe Solari é amigão da família SandyJrLima. Paguei um pau.

Aliás, quando forem assistir, comecem pelo da Britney. É sensacional. Juro. E, bom, lá vocês também ouvirão Lari Menon, minha bff, dublando Paris Hilton, Avril Lavigne e Beyoncé!

Tá, chega de blablabla. Vão lá conferir nosso trabalho e depois me contem o que acharam! 8)

Pódium de gafes – parte 1

Não sou uma pessoa que paga muitos micos/fala bobagens por aí, mas a maior parte das minhas gafes foram no trabalho – acho que um dos piores ambientes pra falar bobagem. :P

Vamos aos três melhores momentos… (ou não!)

1) Medalha de Ouro

Eu na TV Capricho e "que celebridade sou eu?"

Novidade na área (aquelas que usam gírias velhas): tem um show de tv bem batuta pra assistir pela internet! Chama-se “Fórum Pop” e é apresentado por, ninguém mais, ninguém menos, EU!

Esta é mais uma super atração gentilmente apresentada pela CAPRICHO. Quer assistir no site? Clica aqui. Ou então vê o embed aqui em baixo (até parece que eu não ia embedar pra cá, né?! hehehe)!

Veja que a pessoa aqui não tem medo de pagar mico. É, coisas de quem faz teatro… hehe Riam da minha cara, mas deixem seus comentários construtivos e críticas também, mas vão com calma- é minha estréia e eu tenho que aprender bastante ainda. :D

Dia mundial do Rock

Não vou fazer um post só falando de música, mas achei que daria um bom título, já que eu nunca assisti “Sexta-feira 13” e não tenho medo da data – nem de gatos pretos, nem de passar por baixo de escada. ;)

Mas, tudo bem, acho importante deixar registrado que, apesar de eu ser uma pop-fan inveterada, tenho minhas bandas de rock favoritas SIM. Guns ‘n Roses, Kiss, Aerosmith, U2, David Bowie, Depeche Mode, Cindy Lauper, Joan Jett and the Blackhearts, No doubt (meio ska, mas tá valendo), White Stripes, Cardigans, Van Halen e Fraz Ferdinand. E agora tô viciada em “Rebellion”, do Arcade Fire e em várias musiquinhas do Artic Monkeys.

– fim do curso de locução
É, acabou ontem à noite. Foi ótimo, fiz amizades, já estou com saudades e me sinto pronta para fazer podcasts super-legais pra vocês na nova seção do blog. Estou enrolando tanto com isso, mas juro, vai ser bem legal. E o curso me tomou um tempo preciso para colocar isso no ar, mas agora faltam poucos dias para a revolução. RÁ!