Rádio e TV, jornalismo e comunicação: tag da faculdade e o que eu só descobri trabalhando

Como muitos sabem, estudei Rádio e TV na Cásper Líbero e trabalho com comunicação há uns bons anos – já passei por redação, agência de publicidade, produtora, emissora de TV e por aí vai. Por isso mesmo, resolvi gravar uma TAG bem famosa do Youtube que fala sobre faculdade: a autoexplicativa TAG da Faculdade. rs

Embora seja fácil entender a realidade de cursos mais tradicionais, não é raro todo mundo ficar cheio de dúvidas quando o assunto é comunicação, que dirá RTV. Pois vos digo: é bem misterioso mesmo. Nenhum guia que eu li me ajudou a entender o mercado de fato como ele era e ainda hoje me surpreendo – para o bem e para o mal. De qualquer forma, é uma aposta alta deixar para descobrir tudo depois que já entrou na faculdade, não é? Enfim, o objetivo é não só revelar algumas curiosidades como também ajudar quem está pensando em prestar o curso.

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Gota d’água na mensalidade da faculdade

Inspirados pelo movimento “Gota D’Água” contra a Usina de Belo Monte, alunos de Rádio e TV da Cásper Líbero resolveram fazer um vídeo nos mesmos moldes para criticar o aumento da mensalidade do curso, que vai passar de absurdos R$1500.

O vídeo das celebridades indo contra a usina foi bastante criticado e alguns argumentos foram inclusive contrariados num outro vídeo, também neste mesmo formato, mas o fato aqui é que os meus “bichos” que estão por lá (para quem não sabe, me formei em RTV na Cásper em 2009) resolveram fazer barulho para reclamar:


Eles fizeram contas, escreveram um texto esclarecedor e resumiram os motivos que explicariam o aumento: “melhorar a infra-estrutura”. Esse foi o mesmo motivo do aumento enquanto eu ainda estava na graduação e realmente um novo estúdio muito bacana e moderno foi inaugurado. Pude usá-lo nos meus dois últimos anos de curso. Mas, veja bem, já há motivo para outro investimento? O estúdio novo já está velho? Não visito a faculdade há tempos, mas duvido muito que a necessidade exista.

Resolvi divulgar o vídeo não pelo “divulga o vídeo! Divulga o vídeo!”, mas porque sei bem o discurso que eles estão ouvindo lá dentro e é impossível não se revoltar. É caro estudar sim, é difícil conseguir estágio sim e a Fundação Cásper Líbero já é isenta de diversos impostos por se tratar de uma fundação.

Fica difícil entender, portanto, porque repassar mais uma vez custos tão altos para os alunos, especialmente quando as estruturas inauguradas em 2008 (tão demoradas e tão estudadas antes de sua implantação) não devem ter se tornado obsoletas, mas podem estar mal cuidadas e mal aproveitadas.

O aumento é repassado aos alunos de Rádio e TV, mas a verdade é que todos os cursos acabam usando um pouquinho, naquele “horáriozinho vago”. Só que, acredite, nas semanas de entrega de trabalho de um curso que precisa de avaliações práticas, o “pouquinho” atrapalha legal.

Está na hora de direção e alunos terem uma conversa franca sobre a mudança – e está na hora de aproveitar um pouco melhor o que se tem na mão, cuidando e mantendo. Um trabalho que deve ser feito não só pela equipe técnica e pelo corpo docente, mas pelos próprios alunos que tem de tomar conta do patrimônio que estão bancando.

Cabe dizer que a estrutura técnica oferecida no mercado de trabalho não está tão longe assim do que a Cásper passou a oferecer aos alunos em 2008. Pelo contrário, tem muita infra-estrutura bem pior por aí e gente se virando nos 30 para fazer as coisas acontecerem. Voltando fita pra gravar outra matéria em cima. Aproveito para dizer: welcome to the real world. 

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ps: mal postei e já fiquei sabendo que as coisas mudaram E MUITO por lá, obviamente para pior. Pelo que percebi, dei sorte de ter pegado as coisas novinhas depois de dois anos e meio com a estrutura antiga. Infelizmente não conheço os alunos que estão fazendo o curso hoje, então convido-os para se manifestarem nos comentários contando o que está de fato rolando.

23/2: um dia para protestar contra o bullying

o hino: “calling someone ugly won’t make you prettier”

Hoje, 23 de fevereiro: dia de protestar contra o bullying. Não é uma data mundial, mas no Canadá o movimento vem ganhando adeptos para esta data que ficou conhecida com o apelido de “Pink Shirt Day” (dia da camisa rosa).

Divulgado e organizado por dois adolescentes de um colégio de Vancouver, o movimento ficou bem grande e consiste em, basicamente, vestir uma peça de roupa ou acessório na cor pink para mostrar que você é contra esta prática hostil e prejudicial.

A ideia é simples – e funciona! O evento já aconteceu em anos anteriores e foi um sucesso. Para a edição de hoje, a garotada conta com o apoio de diversas escolas e também de uma rádio da cidade, a CKNW.

Para divulgar o dia de vestir a camisa rosa, os adolescentes deram um passo além e fizeram um flashmob super viralizante a seu favor: a galera ensaiou uma coreografia e parou um shopping para exibir suas roupas pink com mensagens de aceitação.

O vídeo mostra não só a dança linda que os jovens fizeram, mas também a reação dos mais velhos, super encantados com as crianças e adolescentes engajados:
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Bullying é a definição dada a comportamentos repetitivos de hostilidade e humilhação contra uma vítima em posição desprivilegiada dentro de um grupo. Segundo os especialistas, assédio, agressão verbal ou física, e qualquer tipo de ação contínua que provoque o isolamento social de um indíviduo podem ser considerados bullying, de forma que o problema pode brotar inclusive em ambientes de trabalho formais.

Como os alvos das agressões geralmente se sentem intimidados, especialmente em situações que envolvem muito mais que sua reputação, fica bem difícil identificar os agressores se as vítimas não forem encorajadas a falar. Sendo assim, quando surge uma iniciativa como o  Pink Shirt Day temos é que bater palmas, pois é mais uma forma de dar voz aos oprimidos e de educar possíveis agressores.

Como eu apóio totalmente esta campanha – e esta ideia – vou usar algo pink hoje para endossá-la! E digo mais: digo que seria bem legal ver esta mesma movimentação por aqui: com embasamento, divulgação divertida e gente realmente interessada.

Bullying realmente não precisa ser mais um tabu, especialmente quando iniciativas simples podem tocar tantas pessoas. ;)

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Avril Lavigne e o não-Enem

mas Pitágoras é fácil, hein? x² = 3²+4²

Escrevo este post para mostrar toda a minha compaixão aos vestibulandos que perderam seu final de semana fazendo um exame que foi cancelado. Passei pelo vestibular neurótica, no melhor estilo de quem teria chorado na porta se não entrasse (tipo a menina que apareceu em todos os jornais), porém consegui dar um jeito de valorizar o momento para não fritar meu cérebro em óleo quente.

Meme das 9 coisas

Quase 8 meses se passaram desde o último meme postado aqui e como eu acho bem divertido responder essas coisas, fiquei feliz de finalmente ser indicada de novo!  A Tayra (que, através de suas respostas me mostrou que eu sempre falei o nome dela errado) me pôs na listinha dela, então vamos lá:

9 Coisas Sobre Mim:
(aleatórias, ilustradas e, até onde sei, realmente nunca antes reveladas por aqui)

Não digo adeus, guardo comigo.

e não vou reler “Alice…”.

Não sou tão apegada a ambientes, pessoas ou fases. Às vezes penso que quando tiver de passar vai passar e foi assim com formatura de escola e faculdade, já que ambas só me emocionaram no último segundo possível.