O fenômeno do ex desaparecido

mensagem simples.

Poucos fenômenos são tão peculiares na vida de uma mulher quanto este. Você pode passar até um quarto de século achando que não vai acontecer com você, mas daí, PAM, o acontecimento bizarro simplesmente acontece, porque é isso que acontecimentos fazem.

Não se trata daquele querido falecido resolver sair da tumba e, zumbi, te chamar para sair. Não, isso não. Isso não é nada além do esperado. Eu diria que, se fôssemos ratinhos de laboratório se apaixonando e desapaixonando, este seria um fator absolutamente comum às condições normais de temperatura e pressão.

O que relato aqui, minhas caras (e meus caros), é o fabuloso caso do ex que não é teu, nunca foi e provavelmente não será, que simplesmente surge. É aquele ex-caso da sua amiga que acredita poder arrastar uma asa depois de anos do relacionamento com sua colega. Mesmo que ela nem seja mais sua colega.

É o típico figurante de MSN que você inclusive já excluiu – só não bloqueou porque, afinal, ele sempre foi o inofensivo peguete da sua amiguinha. Eis que então, no final de uma tarde chuvosa e estressante, ele pisca na sua área de trabalho dizendo “quanto tempo!”, sem ao menors ter uma foto para mostrar a fuça – o que seria bom, já que você nem lembra mais do fulano ou de seu e-mail pré-adolescente enigmático.

Quer dizer, não é simplesmente um fenômeno? Um acontecimento da natureza? Uma característica intrínseca a 60% dos machos solteiros segundo o DataEu? Para mim, sim.

Saiba, gata, que ainda vai acontecer com você. Seja forte, pegue esta bola levantada e mande um belo block, pois este defunto não te pertence.

Todas as cartas do mundo

post secret.

As cartas mais importantes da minha vida foram escritas em papel de pão. Guardanapos. Bordas de sulfite.  Improvisadas. Tanto as que mandei quanto as que recebi. E por cartas entenda-se bilhetes, mensagens ou qualquer outra coisa importante o suficiente para ser escrita e não simplesmente dita sem registros, ou para ser escrita simplesmente porque ambas as partes não conseguiriam verbalizar com sobriedade tais palavras ao vivo.

Conversas importantes ganham espaço na tela do MSN ou na telinha do celular, em SMS’s mal digitados, muitas vezes com dedos trêmulos, ou desfalcados por outra atividade mais importante, como dirigir. Em outros casos, assuntos saem debaixo do tapete em e-mails não revisados e cheios de conteúdos mal resolvidos. E-mails e cartas que se repetem, mudam-se os remetentes, não os assuntos. Alguns recados que vamos receber a vida inteira – e de novo e de novo.

Por algum motivo, as cartinhas e cartões bonitinhos, programadinhos e sem sentido amplo vão abandonando nossas vidas conforme ficamos mais velhos, até que se atinge um ápice  e eles voltam a tornar-se simples cartões. De qualquer modo, no meio do caminho os cartões de Natal vão ganhar assuntos maiores do que só a comemoração. Cartões de aniversário vão celebrar outras conquistas. Cartões de desculpas vão trazer uma longa história…

Na infância ficam os greeting cards puros e simples, os papéis de carta perfumados e as sulfites coloridas que só serviam para dizer para tal amiga ou amigo o quanto eram importantes. Lembrar a alguém o quanto ele significa é simplesmente ótimo, mas por algum motivo também deixamos de fazê-lo ao longo da vida, de forma que mesmo com esses tais amigos de infância brigávamos por bilhetinhos mal escritos no meio da aula – e não nos papéis de carta da coleção.

Hoje, essas pessoas não nos mandam mais cartinhas cheirosas, mas lembram vez ou outra de encaminhar um e-mail com piadas, e de uma certa forma você se lembra que aquela pessoinha ali ainda  sabe que você existe, pois enviou a charge sabendo que teria tudo a ver contigo. Ou não. Ou seu amigo encaminha tudo para todo mundo, e se você não passar adiante terá sete anos de azar.

De qualquer modo, a vida também não permite que vocês se encontrem mais. É mais fácil discutir a relação por MSN, se um dos dois estiver online e o outro topar falar mesmo aparecendo offline. Algumas conversas às vezes serão longas, outras breves, porque a internet é fria e sempre alguém não vai entender por completo o que o outro quer dizer. Antes o telefone era assim, hoje é a web, amanhã sabe-se lá o que.

Sei que muitas dessas conversas eu gostaria de ter guardado, gostaria de não ter perdido de um chip de celular para o outro, de ter arquivado os papos no computador aquela semana, de não ter deletado aqueles e-mails todos num momento de raiva. As fotos até entrariam na mesma categoria dos bilhetes, mas elas são só versões para papéis de carta perfumados.

As mensagens mais importantes vieram por escrito e estão guardadas. As que sumiram durante um momento de fúria talvez não valessem espaço na minha memória.  Posso até não procurá-las, posso até não abrí-las, mas o fato de estarem ali me fazem pensar que guardei vivo o acontecido, algo que eu jamais seria capaz de fazer com uma conversa ao vivo.

O Windows 7, o Vista, o XP e tudo junto ao mesmo tempo.

área de trabalho do Windows 7 com wallpaper da própria Microsoft. fófis.
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Poucas coisas são tão divertidas quanto trabalhar com três sistemas operacionais ao mesmo tempo. É praticamente um exercício mental e para falar a verdade, só seria ainda mais “legal” se eu fosse obrigada a editar vídeos no MAC, mas, obrigada Deus, eu posso ficar com o Premiere no bom e velho Windows.

Eu não sou uma garota Mac. Não adianta. Pode me falar que é lindo, que o sistema é mais estável, que é um sistema operacional “mais inteligente” ou qualquer outra frase pronta de macfag do gênero: eu gosto é de pc, windows, janelinhas, arrastar tudo sem problemas e de Ctrl + Alt + Del.

Já trabalhei mais de ano (e trabalho, quando não tem jeito) nas maçãzinhas Steve Jóbicas e não me acostumei. Primeiro que se você escreve textos, vai demorar um bom tempo pra tirar de letra os acentos, segundo que se você curte o também bom e velho MSN, vai sofrer. Ou seja, se você não tiver realmente a necessidade de usar esse tal sistema operacional tão estável, que já travou comigo pelo menos uma meia dúzia de vezes (num nível que nem o force quit deu jeito), melhor não usar.

Nos Estados Unidos eles não usam acentos, pagam um preço okay pela modinha branca e aí sim se justifica. Agora aqui? Não sei. Talvez o problema seja eu, que me dou tão bem com as criações do Tio Bill Gates que levo na boa os três sistemas diariamente e só vi a tal da **tela azul da morte** uma vez na vida, sendo que uso  coisas da Microsoft  há pelo menos 12 anos diariamente.

No trabalho, o XP, no desktop de casa, o Vista, e no notebook, o 7 . Claro que o segundo é o piorzão, principalmente para quem trabalha com os tais vídeos. Afinal, você sabe o que é o  COM Surrogate dando pau enquanto você tenta renderizar um vídeo de 12 gb? Talvez não.

Para ironia do meu destino, a melhor funcionalidade do Windows 7, fora ser leve, rápido, bonitinho e tchananans, seja copiar o Mac e deixar escondidas todas as minhas janelas. Assim, o ser mala do MSN que também deve estar num pc pode gritar, espernear, pedir atençaão e virar cambalhota que eu estou ali, de buenas. Recomendo.

Baba, baby.

… Porque provavelmente toda mulher/menina/garota já passou ou vai passar por isso.

Todas nós tivemos aquele momento, aquele triste momento na vida pós-infância em que nossas idades se tornaram dezenas com o número um na frente. Número que desencadeia todo um processo de adaptação (insira a metáfora da borboleta aqui) e transforma nossos próximos 4 anos num inferno. Ou cinco, se você não tiver sorte. Ou muito mais, mas aí eu não tenho know-how pra te ajudar.