Jejum de smartphone

e beijo offline, não tem?

Com a overdose smartphônica que vivemos hoje, falar de gente viciada em ficar de olho na telinha é chover no molhado, assim como falar de promover a conexão offline e não online.

Depois do sucesso do comercial “Disconnect to Connect”, que chamou bastante a atenção há cerca de um ano atrás, um projeto de um rabino norte-americano chama a atenção novamente para a causa. O líder religioso resolveu retomar o tema e criar alguns vídeos para propor o “Day to Disconnect”.

A campanha judia conta com vídeos para conquistar mais adeptos e ilustrar o quanto se perde ao se isolar no mundinho da palma da mão. A produção não é super original e usa algumas ideias da publicidade veiculada no ano passado, como a de que é você quem fica sozinho ao escolher se fechar ao mundo “real”. No entanto, a parte legal é que essa “Disconnect Revolution” leva a questão para um outro lado, o do jejum “voluntário” de um costume que talvez não traga benefícios reais o tempo todo.


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O papo é meio religioso mesmo, mas a campanha não é: conforme o que diz o próprio site, a ideia é que no dia 2 de outubro (um domingo) as pessoas tirem uma horinha para ficar com os amigos e a família e, enfim, para ficarem com Deus se assim quiserem.

Achei interessante e bacana a religião propor algo moderno assim. Quem quiser entrar para o movimento não precisa ser judeu, basta colocar o nome no site e se comprometer a participar – aliás, é uma boa aproveitar e mandar a dica para aquele amigo que era mais legal antes de ter um iPhone. :/

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3, 2, 1… Valendo!

amuletos.

Chegou fevereiro. Então, ao contrário dos outros anos, podemos dizer que o ano começou. Carnaval só cai no dia 8 de março e está longe pra cacete, portanto acho que já dá pra dizer que 2011, ano do Coelho, vem correndo e começa um mês antes dessa festa nacional que divide opiniões.

Pra ligar a cabeça e parar de achar que 2009 foi ano passado, é bom escrever o ano num talão inteiro de cheques para não errar, fazer aquela limpeza no guarda-roupa, aproveitar as promoções-símbolo do verão e até procurar um guruzinho místico se teu sexto sentido diz que quer.

Eu, por exemplo, estou considerando essa ajudazinha etérea, porque simplesmente tem horas que não, não está tudo dentro de você. Procure nos outros e também não estará; vá na terapia e não encontre.

Logo, por mais balela que seja, ouvir algo de razoável numa mesa de tarô pode introjetar em você uma esperança que não brota sozinha, uma fé do tipo religiosa que as coisas vão acontecer, porque o destino (?) quer assim, amém.

É isso que vou fazer. Mapa astral, tarô, uma tarde no cabeleireiro. Pra mim tudo isso é místico, pra mim tudo dá força – e ao mesmo tempo, nada disso vai resolver meus problemas, mas vai ser a vodka que ando precisando pra tomar coragem.

Valendo.

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100 fatos sobre a Europa – Parte 5

Tudo o que eu vi, o que você já sabe e o que ainda não te contaram. 100 fatos divididos pelas 9 cidades que visitei e um guia final de viagem para não faltar nadinha!

Esta é a quinta e última parte dos posts que contam tudo sobre a viagem. Se você perdeu as primeiras partes, veja aqui: primeira parte (Lisboa e Madri), segunda parte (Paris e Amsterdam), terceira parte (Berlim e Frankfurt) e quarta parte (Salzburg e Veneza).

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Segunda-feira sairá o guia de viagem com 10 dicas básicas para viajar pela Europa, que completará meu top 100! Dicas gerais e completas: como fazer a mala, escolher hotel, calcular o dinheiro (e as compras!), decidir quais museus visitar e etc. Tenho certeza que vocês vão gostar (e guardar!).

Agora, vamos à cidade eterna e o último top 10 da viagem. Com vocês, Roma (e o Vaticano)!
(todas as fotos de Roma estão em meu flickr.)
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Roma

visitei o Coliseu com chuva, o que tornou as fotos muito mais dramáticas, se é que isso é possível.
O próprio ambiente é dramático, tem energia carregada and all that jazz.
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81. Sobre a fundação de Roma:

Segundo o mito romano, a cidade foi fundada a cerca de 753 a.C.[2]. por Rómulo e Remo, dois irmãos criados por uma loba, que são símbolos da cidade. Desde então, tornou-se  centro da Roma Antiga (Reino de Roma, República Romana, Império Romano) e, mais tarde, dos Estados Pontifícios, Reino de Itália e, por fim, da República Italiana, com a unificação do país em 1871.

É por essas e outras que Roma é considerada a Cidade Eterna: além de ter sido capital de governos poderosos e agregado a si as culturas de diversos outros povos conquistados, ela ainda é guardiã do Vaticano, micropaís-sede da Igreja Católica que, apesar de contar com moeda, policiamento e governo próprios, recebe todo o apoio do governo “romano” e, obviamente, o incentivo turístico.

82. Faça questão de visitar Roma depois de Paris, se você for aos dois lugares. É muito engraçado observar como a capital francesa copiou a italiana em centenas de aspectos da organização urbana e dos monumentos, fontes e praças. Chega a ser engraçado, porque em Roma tudo é obviamente parecido, só que bem mais antigo que em Paris, então só pode ter servido de inspiração. E realmente inspirou Eugène Haussmann, urbanista responsável pela reforma de  Paris em 1840, com o intuito de transformá-la num cartão postal.
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Roma

Fontana di Trevi (que é gigantesca!), cenário de “La Dolce Vitta” (1960), de Fellini.
Praticamente um poço
a céu aberto de dinheiro de turista querendo amor e boa sorte.
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83. Se Paris inspirou-se em Roma e tem um número absurdo de pontos turísticos , Roma tem ainda mais. Só para ver todas as fontes da cidade, você vai perder umas boas horas rodando, e se quiser fotografá-las de dia e de noite, para ver as iluminações belíssimas, vai demorar mais ainda. São castelos, museus, ruínas, estátuas, fontes, pracinhas e todo um infinito de coisas pra ver. Passamos 4 dias em Roma e certamente vimos muito pouco, portanto eu recomendaria dispender um bom tempo para visitar a capital honorária do velho mundo.

84. Apesar das “ruínas principais”, como o Coliseu e o Senado romano, ficarem localizados em regiões mais centrais da cidade, Roma tem ruínas espalhadas por todos os lados (inclusive do lado do meu hotel tinha uma!), o que  prejudica a  própria ampliação da rede de metrô deles, porque toda vez que iniciam-se escavações são encontrados fósseis e materiais arqueológicos.

Entre todas as cidades que visitei, as que menos usamos o metrô foi Amsterdam, porque ele simplesmente não existe por lá! hehe Já em Roma, o metrô é pequeno (apenas duas linhas, uma norte-sul e outra leste-oeste), porém atende todos os pontos turísticos da cidade e tivemos a sorte de ficar localizadas do ladinho da estação central, que une as duas linhas.

Roma

Praça São Pedro vista do alto do domo da Basílica.  Consegue ver um rio ali?
Sim, é o Tibre, o tal rio que você ouviu falar durante anos na escola.
(agora preciso conhecer o Eufrates! Mesopotâmia rlz!
8))
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85. Você já sabe (ou poderia saber) que o Vaticano é o menor país do mundo (0,44 km²), que consiste basicamente de uma praça, a Praça São Pedro, e de prédios administrativos e museus; que é a cidade-Estado sede da Igreja Católica; que foi um acerto de contas entre governo italiano unificado e Igreja em forma de “presente territorial” dado por Mussolini ao papa Pio XI, de forma que a igreja tivesse seu próprio espaço e não metesse o bedelho na administração italiana ou romana.

O que você não sabe, *hihihi*, é que os caixas eletrônicos dos bancos do Vaticano são os únicos do mundo em que LATIM é uma das opções de idioma para ler as mensagens do banco durante a transação. Genial! 8)

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No que você acredita?

Sempre que temos um probleminha, adoramos dar uma olhadinha no nosso destino, dar aquela consultada num guru ou checar algum tipo de guia sobrenatural que possa nos trazer respostas concretas para um futuro nada paupável. Eu sou assim, você é assim, a humanidade é assim. Eu posso decidir ler as cartas do tarot, você pode ter aquela curiosidade súbita de ver o que diz o horóscopo do jornalzinho do metrô e a humanidade toda pode decidir que a nova religião da vez é alguma do centro-oeste da Micronésia, fundada por virgens santificadas. É.

Em tempos de Obama, crise econômica, gripe suína e início de ano (faz tempo!), nada como dar aquela checadinha no destino pra ver como as coisas vão funcionar daqui pra frente. Mapa astral, tarot, resolver cuidar mais do seu lado espiritual. Por mais balela que seja (e isso vale tanto para os céticos quanto para os ateus), um pouquinho de crença nunca faz mal a ninguém. Ela pode até não ajudar, mas provavelmente não atrapalha.

Versailles