“Zoolander 2”: um besteirol fashion com convidados fila A

Não há expressão que defina melhor as aventuras de Derek Zoolander que ‘besteirol fashion’. Embora de trama simples, “Zoolander 2” foi uma sequência bem complicada: demorou a ser aprovada e tomou seu tempo para conseguir angariar tantos convidados para boas piadas. Mas saiu: 15 anos depois do primeiro, o filme acaba de chegar aos cinemas.

A história começa com Derek (Ben Stiller) e Hansel (Owen Wilson), os modelos mais quentes do mundo, saindo direto do ostracismo para as passarelas depois de receberem um estranho convite. A oportunidade de trabalho é uma ótima forma de Zoolander reconquistar a guarda do filho, tomado pelo serviço de assistência social graças às “espertezas” sem tamanho do paizão.

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Tradi: a hamburgueria que sabe ser gourmet sem firula

Em meio ao antro coxinha da Vila Nova Conceição, uma hamburgueria nasce para fazer todos os raios gourmetizadores tremerem. Anote este nome e coloque na sua lista de lugares para comer: a Tradi veio para ficar.

Com a sede de chamar a atenção na concorrida cena de restaurantes desta cidade de São Paulo, já sabemos que está cheio de estabelecimento pensando só em decoração, só em cerveja gourmet ou só em qualquer coisa que não seja fazer o mínimo aceitável. Ou, quando fazem, cobram um exagero inaceitável por isso.

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Vinho no verão: testei o serviço da Sonoma

Até pouco tempo, muita gente tinha o pré-conceito de que vinho era bebida de inverno e cerveja uma bebida de verão. Pois que engano, minha gente! Amo cerveja também, mas poucas coisas são mais deliciosas que um vinho geladinho no calor e à beira da piscina. Se for um prosecco muito bem acompanhado então, melhor ainda. Como admiradora de vinhos, já tenho percebido que essa cultura mudou um pouco, mas ainda vejo muita gente na dúvida: que bebida comprar, afinal, no calorão?

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vinho, sol e mar também combinam!

Jessica Jones, obrigado por falar o que faltava

Depois do sucesso de “Demolidor”, “Jessica Jones” tinha muitos desafios pela frente em sua estreia. Embora não haja a pressão óbvia por audiência da TV tradicional, não é preciso ser um gênio para deduzir que empresas do porte de uma Marvel e de uma Netflix esperam, sim, o sucesso. E conquistar isso com uma personagem não tão conhecida e feminina parecia algo assim, meio, ‘só acredito vendo’. Todo mundo queria que desse certo, mas ninguém sentia aquela firmeza . Pois não é que deu?

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A história não tão famosa de Jessica Jones permitiu que roteiro e direção corressem livres das expectativas dos fãs por ver um quadrinho filmado. Encontraram saídas interessantes e um roteiro tenso e cheio de reviravoltas (eu gritei vendo um episódio, mas não vou dar spoilers!) para uma história que fala não só das grandes responsabilidades que vêm com os superpoderes, mas também de heroísmos e vilanismos que todos nós presenciamos no dia-a-dia.

Quanto à protagonista, a heroína de Krysten Ritter aqui passa bem longe da simpatia dos Vingadores e, por isso mesmo, tem carta branca para surpreender o público com um ótimo trabalho. Na outra ponta está o poderoso manipulador Kilgrave, também conhecido como Homem-Púrpura pelos fãs dos quadrinhos. Interpretado por David Tennant, o personagem é um presente para qualquer bom ator e ele não deixa por menos. Com o surreal poder de controlar mentes e dar qualquer comando para um ser humano, Kilgrave espalha caos e não tem escrúpulos: vale tudo, desde tomada de propriedade, até assassinato e sexo não consentido.

Após um determinado período que os dois passaram juntos (impossível chamar isso de relacionamento), Jessica tenta retomar sua vida e é atormentada constantemente pelas façanhas do vilão, fazendo-a sair da zona de conforto para enfrentar seu trauma e evitar que ainda mais pessoas inocentes sejam prejudicadas.

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Jessica é uma protagonista incrível. Interessante, mal humorada, sexualmente ativa e totalmente desencanada sobre o que os outros pensam dela. Eu diria até que ela não liga se você, espectador, não gostar dela. É assim, doa a quem doer. Ela não só bebe, quanto transa e trepa. E aparentemente isso ajuda a curar sua eterna ressaca. Ressaca moral, ressaca de fazer o que não quis, com quem não queria, por motivos que não concordava. Ressaca de ter que sorrir quando queria chorar, ressaca de vestir o que não gostava, de comer o que não queria. Jessica deu certo e ainda tocou no assunto que faltava.

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Eu testei: pulseira inteligente Mi Band da Xiaomi

Adoraria começar este texto fazendo uma excelente apresentação do meu know how com gadgets de saúde e fitness, mas a verdade é que tenho pouquíssima experiência no ramo. Não por culpa minha, que fique claro, a culpa é dos preços absurdos desse tipo de produto e daquela incerteza constante de que vão cumprir o que prometem depois de tanto investimento.

Já ‘paquerei’ diversos itens por aí e, tirando uma boa balança digital, só utilizei mesmo o chip de passadas da Nike, que ficava dentro do tênis.  A empresa aposentou a tecnologia e, para a minha surpresa, na mesma semana recebi a tal da Mi Band, que a Xiaomi acaba de trazer para o Brasil. E a surpresa foi dupla: ela custa (apenas) R$95 e não só mede os passos do usuário e estima as calorias gastas, quanto também dá reports sobre a qualidade do sono.

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a Mi Band disponível no Brasil, com pulseira de silicone preta

A Mi Band vem numa caixinha discreta, com o sensor separado da pulseira, e com um pequeno carregador USB que pode ser plugado no seu computador ou em qualquer outra tomada USB que você já tenha. A carga da bateria, aliás, pode durar cerca de um mês (!) e todos os materiais são leves e resistentes à água – o fabricante garante até 1m de imersão por 30min. A ideia, afinal, é que você não a tire do braço e o seu banho não fará mal nenhum para o material.

A pulseira vai te acompanhar em tudo ao longo do dia: uma pequena caminhada até o banheiro, o passeio no shopping, o rolêzinho na hora do almoço. Quando quiser sincronizar para ver a quantas está o seu progresso, é só ligar o bluetooth do celular e entrar no aplicativo dela, o MiFit. Lá ficarão armazenadas todas as suas informações, inclusive sobre o sono – e juro que não incomoda pra dormir!

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reports de passos e sono – e, ops, domingo eu tirei a pulseira por algum motivo, olha que feio no gráfico!

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Peça “O que a Dorothy quer?” põe no palco a Dorothy que você nunca viu

O que resta a uma jovem heroína que consegue eliminar sua arqui-rival aos 13 anos, tornar-se reconhecida e amada por seus atos e agora ver à sua frente apenas um futuro conservador e pré-programado ao lado dos tios? Morrer de tédio, talvez? Ou, quem sabe, aprender o peso de cada um de seus atos?

Na peça “O que a Dorothy quer?” estas e outras questões pessoais da mocinha de “O Mágico de Oz” vem à tona depois de sua volta ao enfadonho Kansas, uma terra sem as promessas de um leão ou a animação de um homem de lata, mas com vizinhança futriqueira no melhor estilo bruxa e uma cartilha rígida a ser seguida por uma moça de família.

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